All posts by Maria Carolina Mello

Redatora, roteirista, assessora de imprensa e mídias sociais, é metade do coletivo de dois '8-bitch project'.

Brewcicleta

Mobilidade urbana é um bom papo de boteco. É isso que pensa o casal de cervejeiros caseiros Mari Rodrigues e Leo Araripe. Eles idealizaram a Brewcicleta , o primeiro delivery de cervejas especiais e artesanais do Rio de Janeiro e Niterói. Um detalhe importante é que as entregas são feitas de bicicleta. Isso mesmo, de bike: a famosa magrela, ou mais conhecida como meio de transporte alternativo e, principalmente, limpo!

logo preto

O serviço foi criado com base na experiência deles como consumidores. “Pode ser difícil se deslocar procurando determinados rótulos, tanto quanto encontrar os locais para adquiri-los perto de casa ou do trabalho. Complicado também é comprar pela internet e ter que esperar dias ou semanas para degustar”, conta Mari. …Continue lendo>>>

Mini Graffiti

Quando vim morar na Lapa, uma das primeiras coisas que chamou a minha atenção foi o Barbudinho, personagem grafitado por Fernando Sawaya, o Cazé, que aparece em diversas situações inusitadas pela região central do Rio. A partir de então, fui entendendo o traço dele e reconhecendo outros dos seus personagens por aí, todos com uma pegada bem humorada, uma dose de crítica e protesto, mas sempre de forma amável e gentil.

barbudinho
painel gigante 1
painel gigante 2
Até o dia que o 8-bitch foi convidado para participar da Oficina de Grafite e Arte Urbana que ele promove no Morro da Casa Branca, na Tijuca, bairro onde os dois maiores paineis de grafite são assinados por Cazé (um de 8 metros de altura por 10 de largura e outro de 6 metros de altura e 4 de largura). Foi quando ficamos sabendo de uma exposição genial que ele estava organizando: o “Mini Graffiti”.

A ideia surgiu durante outra exposição com coletivos e artistas urbanos que também rolou na Cazota, uma produtora com um espaço super bacana e uma vontade grande de movimentar o seu entorno. “A obra criada pelo Efixis chamou muita atenção. Era um pequeno muro com mini tijolos que nos fez decidir pensar em algo maior que sustentasse essa ideia e pudesse trazer uma nova perspectiva de suporte.”

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Cazé então reuniu outros seis artistas, em uma curadoria com total liberdade criativa e ênfase na produção independente. Bella, Biofa, Birita, Gloye, Nobã e Pakato, além dos próprios Cazé e Efixis, usaram os murinhos de 25cm x 15cm como um recorte da cidade. “A proposta é que o espectador possa levar o grafite para casa e reflita sobre o que é o espaço público.”

O muro: tijolo, massa e tinta. Esse é o principal suporte do grafite e é isso que quem passar pela Mini Graffitti vai ver!

SERVIÇO
Data abertura: 17 de setembro (quinta – feira), das 17h às 22h
Período de exposição: 17 a 20 de setembro
Horário de visitação: sexta a domingo das 14h às 20h
Endereço: Av. Beira Mar 406, sala 405 – Centro – RJ
Telefone: 21 99972-1642 // 21 2524-8592
Entrada Gratuita/Classificação livre

Novecinco Euro Detour

O fotógrafo Hugo Inglez  é uma figura de visual fácil de lembrar. Na última vez que nos encontramos, ele estava prestes a viajar para a Europa e fui contagiada pela sua empolgação com o que estava por vir. Tanto que, no meio da correria da viagem, ele manteve dois diários de bordo: Diário 1 e Diário 2.

As histórias são contadas por suas lentes, que parecem trazer um pouco dos ares de lá pra cá, entre exposições e painéis da Novecinco, representada no velho continente pelos artistas Combone Wesley, Heitor Corrêa, Pedro Jardim e Rique Inglez, além do próprio Hugo. Me peguei viajando pelas fotos e pedi que ele contasse um pouco mais sobre o que estava rolando na trip. Trocamos algumas mensagens e em todas, dava pra sentir o quanto ele estava absorvendo daquela experiência, que segue… …Continue lendo>>>

De rolê pela 3º Bienal Graffiti Fine Art de São Paulo

Fomos a 3ª Bienal Graffiti Fine Art em São Paulo, um dos eventos mais importantes do calendário da street art no Brasil, que só nesta edição reuniu mais de 60 artistas de diferentes gerações, escolas e partes do mundo em uma oportunidade como poucas por aqui para esse tipo de encontro.

Quem nos recebeu por lá foi o fotógrafo Henrique Madeira, que dedica grande parte do seu trabalho a documentar o movimento do grafite e os bastidores de festivais. Madeira estava em Sampa para acompanhar todo o processo de pintura e ações externas com os artistas, em parceria com a Bienal GFA, que começou no dia 17 de abril e vai até 19 de maio, no Pavilhão de Culturas Brasileiras, do Parque do Ibirapuera. …Continue lendo>>>

O “XXX” de Fela Montparnasse

Para dar continuidade ao seu trabalho dodecafônico e mais rústico, enquanto segue em paralelo com a banda Felappi baseada num som Free Jazz e Garage Soul, Fela Montparnasse, artista integrante da música de vanguarda carioca, lança seu primeiro disco solo, “XXX” , na Comuna, dia 08.

Em “XXX”, Fela usa apenas a sua voz como instrumento em um universo sonoro composto por camadas e mais camadas vocais, inspirado na textura quebrada das canções da vanguarda paulistana e no cantor paquistanês “A Voz de Deus”, Nusrat Fateh Ali Kahn, além de Serge Gainsbourg, mesmo que em uma influência meramente subjetiva. Segundo ele, a última coisa que faria seria “roubar qualquer coisa dele (Gainsbourg), por extremo respeito a obra daquele filho da puta”. …Continue lendo>>>

O Xis do Coração

A primeira coisa que vem à cabeça quando o assunto é gastronomia gaúcha é churrasco. Ao menos era o que eu pensava antes de morar com um gaúcho e conhecer o Rio Grande do Sul com ele.

Descobri que os guris gostam mesmo é de Xis. Bah! O Xis é a comida mais típica de lá. Depois do espeto corrido e do chimarrão, é claro.

O famoso cheese burguer dos americanos foi adaptado pelos gaúchos e virou o tal “Xis”. A principal diferença aqui está no tamanho: o Xis é bem maior. Só o pão, que pode ser de hambúrguer ou cervejinha, tem em média uns 20 cm de diâmetro (ou mais!).

Xis bom se come com garfo e faca. Barbaridade ou não, o lanche dos pampas parece um travesseiro de tão grande. É quase impossível comê-lo todo.

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Mais um MOF para a conta

Fim de ano tem dessas. A gente para, olha pra trás, faz um balanço. Aí, olha pra frente, faz planos. Há nove anos, essa história rola com o Meeting of Favela (MOF). O que hoje tornou-se o maior evento voluntário de arte urbana do mundo, começou em 2006 pra tirar uma onda com o Meeting of Styles (MOS), um encontro internacional de grafite aberto apenas a convidados, que aconteceu no Rio naquele ano. No MOF, qualquer um pode chegar. …Continue lendo>>>