Category Archives: A menina sem CEP

Uma pausa para o pouso

Vira e mexe me pego pensando que não escrevo mais pra cá, e me vem um incômodo por isso. É que venho me sentindo tomada por um não-saber. Desde que senti que o estado sem CEP precisava de pausa. De pouso.

Incrível foi descobrir que esse estado só é estado no fora, dentro ele pode ser. É uma coisa que se pode ser. Que se é. Que sou.

Iniciei 2015 com o desejo de pouso. Ter para onde voltar, mesmo sabendo que sempre estou (estamos) indo.

Desejos emanados e novos movimentos iniciados, um trabalho com sentido (e com demanda de pouso) encontrado. Na sequência, ele, o lugar para voltar. …Continue lendo>>>

Sobre amar (n)o Uruguai e a despedida de Pepe Mujica

Nesse sábado, 28, José Pepe Mujica entrega a presidência do Uruguai para Tabaré Vásquez, também da Frente Amplio, dar continuidade ao trabalho realizado por ele, o presidente mais fofo desse mundo. Uruguai ficou em alta no mandato de Pepe para muitos de nós brasileiros e fui viver um pouco las playas daquelas bandas de lá e sentir a onda daquele pedaço de terra latina. …Continue lendo>>>

Alto Paraiso e altas coincidências

Ainda e sempre falando das sincronias dessa vida, na busca por uma carona de Alto Paraiso de Goiás até Brasília, encontrei nada menos que uma… nômade! Mas dessas de nível cinco. Marcamos um horário na padaria. Nunca tínhamos nos visto antes. Eis que chega ela em um carro branco de placa argentina e dois cachorros grandes. Esperamos que eles fizessem suas necessidades antes de entrarmos no carro para começar a viagem.

No início, ela foi logo puxando assunto e em poucos minutos a minha sensação era de estar viajando com uma amiga. Também, em pouquíssimos minutos, soube que ela estava grávida de quase cinco meses – fato que ela teve que me contar, porque nem notei. …Continue lendo>>>

Saúde na Praça: Uma intervenção urbana para o bem estar

Vida mais saudável e conectada no meio de todo o fervo do Rio de Janeiro – que eu adoro – será possível? Quantas dúvidas já rolaram: estou mais para ´sagrada´ ou para ´profana´? O que eu quero, afinal? Existe equilíbrio? Tenho que decidir agora qual caminho? O que me dizem essas energias ´yin´ e ´yang´, oh!, quantas crises e confusões mentais no meio disso tudo. Assim vivi uma fase da minha vida, em alguns momentos com mais intensidade, em outros com menos. Até que de uns tempos pra cá simplesmente entendi e aceitei que posso ser tudo isso ao mesmo tempo. Que simplesmente posso ser tudo o que eu quiser. E como é libertador! E é com essa sensação que falo hoje do evento Saúde na Praça, que acontece nada menos do que na pracinha do bairro onde vivi a maior parte da minha vida: Edmundo Rego, no Grajaú. …Continue lendo>>>

Uma vida naturalmente com mais sentido

Dia-a-dia cada vez mais natural, com mais sentido, relações mais verdadeiras e profundas. Essas buscas me fizeram aproximar e aprofundar com Fernanda Telles e família e ver mais de perto como eles levam uma vida naturalmente bela na cidade e como têm tocado o novo projeto.

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Ocupa Nise 2014: “Isso não é um protesto, é uma proposta”

Hoje completo um ano sem casa, experimentando moradias temporárias e portas e corações abertos. Curiosamente, na mesma época em que comecei a vivenciar essa história fui conhecer o Hotel e Spa da Loucura, sede da Universidade Popular de Arte e Ciência (UPAC) , que ocupa hoje o terceiro e o quarto andar de um prédio do Hospital Psiquiátrico Nise da Silveira, no Engenho de Dentro, Zona Norte do Rio de Janeiro. E entre as primeiras idas para trabalhar com o Norte Comum às outras sem algum propósito racional dizível agora, minha celebração de um ano frequentando aquele lugar especial aconteceu durante o Ocupa Nise, o IV Congresso da UPAC, entre os dias 1 e 7 de setembro. …Continue lendo>>>

Rio de Janeiro e Porto Alegre: aqui ou lá, lá ou aqui, tudo está acontecendo

Essa velocidade “quântica-cósmica” do tempo às vezes me extrapola e quando me dei conta já tem tempo que não pinto por aqui. Talvez tenha a ver com essa vida de mudança constante que tenho experimentado. Pois bem, mas cá estou. Aquela minha primeira ida à Porto Alegre durou quase um mês e depois de quase três semanas no Rio de Janeiro, já estou na terceira casa-coração-aberto.

Vivi muitas coisas incríveis nos dias que seguiram depois da minha última postagem de lá. Cheguei a ir ao espaço Acordar, que eu tinha citado no último texto. Era uma segunda-feira à noite, onde acontecem os Encontros de Reconexão. A cada semana um facilitador diferente traz um novo tema dentro da proposta. A contribuição sugerida é de R$ 5. Espaço gostoso de estar, de conhecer pessoas, de reconectar. Foi onde conheci o Tiago Bueno, um cara que conheceu a Comunicação Não-Violenta (CNV), matou no peito e está disseminando na cidade essa arte de se relacionar, de viver. Como fui picada pelo mosquitinho da CNV há quatro anos, já dei logo um jeito de me aproximar do Tiago para entender como andava esse movimento por aquelas bandas gaúchas. …Continue lendo>>>