Category Archives: A.R.T.E. – Achados raros e trabalhos esquisitos

Os “Mausábbitos” de Cadu Confort

O skate nerd, consumidor de qualquer coisa que fale sobre a Coreia do Norte, amante de junkie food, procrastinador máximo assumido, integrante do Coletivo Novecinco e ilustrador Cadu Confort, leva seus “Mausábbitos” em forma de exposição para a a Galeria Jeffrey de hoje,  (1/10) até o final no mês.

Foto: Clarissa Pivetta
Foto: Clarissa Pivetta


São três obras de traço característico, que retratam os acontecimentos da vida do artista durante seu processo criativo.
…Continue lendo>>>

Final de semana dedicado a todas as artes no Rio de Janeiro

Essa semana começa um circuito bombástico de exposições de arte e cultura no Rio de Janeiro e muita gente vai desejar ter um clone pra poder marcar presença em tudo que vai rolar:  …Continue lendo>>>

Inscrições abertas para a Mostra Bienal Caixa de Novos Artistas

Estão abertas as inscrições para a Mostra Bienal CAIXA de Novos Artistas. Oportunidade de ouro para quem está começando nas artes visuais, o projeto vai selecionar obras de artistas iniciantes para circular pelas sete unidades da CAIXA CulturalBrasília, Curitiba, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.  Só poderão participar artistas que ainda não tenham exibido trabalhos em exposições individuais. …Continue lendo>>>

A arte grotesca de Wolmin Dahgrota

O artista de senso de humor ácido e intolerante a mimimi, mostra a que veio desde o seu visual e que se estende em seus traços e suas obras.

O carioca rabiscado, cultivador de uma vasta cabeleira, barba grande e amante do skate e do surf Wolmin Dahgrota, diz que apesar de formado em Desenho Industrial, sua escola de arte é a vida que o cerca e sua motivação é a prosa visceral do ser humano animal em meio a uma sociedade decadente.

Tudo que está a nossa volta são referências, costumo pegar minhas referências em coisas táteis, visiveis, olfativas. Acho uma merda e totalmente idiota pegar referências na internet para um trabalho autoral. Na minha cabeça isso não entra e é coisa de preguiçoso que quer ficar na modinha.”, explica.

Nascido e criado em Marechal Hermes, Zona Norte do Rio, e tendo que ir trabalhar em Ipanema e Niterói, durante muito tempo foi usuário do trem que ligava seu bairro a Central do Brasil e foi durante os 38 minutos de viagem que nasceu o seu projeto fotográfico “Soninho do Trem”, onde Wolmin fotografava os passageiros em seu momento de descanso dentro dos vagões.

soninho do trem 2

Apesar de não ser fotógrafo, o artista conseguiu captar imagens incríveis usando somente  uma câmera de celular. Foram feitas 300 fotos de dorminhocos nos vagões, o que rendeu inclusive uma exposição no Sobrado Setenta, no Catete.

Soninho do Trem

Eu só precisava registrar os momentos  e o trem é um organismo vivo, repleto de material genético das ruas concentrados em um único espaço. No meio desse tempo da viagem muita coisa acontece dentro do trem, ele tem vida própria e as pessoas fazem parte desse organismo, são suas entranhas, são suas células que carregam informações. Algumas acordadas, outras dormindo num sono pesado embaladas pelo som ritmado do motor do trem, pelas vozes, pelos gritos dos vendedores e pela história de cada uma delas. Um mantra que possui uma energia sonora que movimenta outras energias que envolvem e que entoa. A partir disso as pessoas externam informações reveladas nesse trabalho na forma de protesto, humor e reflexão. No soninho do trem quem dorme grita para despertar quem está acordado”, define.

Um outro projeto autoral de Wolmin que também rendeu uma expo, dessa vez no Vidigal, foi o “Metamorfases Delirantes”, onde  cerca de 30 ilustrações em cores vibrantes traziam os delírios poéticos de trechos de músicas de Raul Seixas.

O tom do artista se revelava nos traços caricatos de cada personagem. Além dessas imagens, dezenas de “caralhos voadores” e “borbocetas” flutuavam no ar. Essas eróticas figuras são marcas do Dahgrota. Ao som dos mototáxis, pessoas falando alto, músicas vindas dos bares a exposição se tornou um verdadeiro momento de “deleite estético pornográfico roqueiro”, definido por Lis Mainá, uma visitante e amiga de Wolmin, quando escreveu a resenha da expo.

wolmin 9

Além de seu trabalho autoral que recebe cartão de isenção de briefings e castração artística, Dahgrota é dono do estúdio de criação Blackkat, mas confessa que mesmo em seu ambiente de trabalho coloca o prazer e a diversão em primeiro lugar, pois só assim a vida faz sentido.

A idéia é não trabalhar e sim se divertir, na Blackkat me divirto, pois trabalhar comercialmente é fácil, tão facil quanto artisticamente, é um questão de ponto de vista rs, tá tudo junto, usando o bom senso dá pra trabalhar com ambas as partes tranquilamente. A Agência é de criação, os clientes vem até nós por causa da criação do estúdio, mas se quiser ser diferente igual a alguma coisa, também fazemos, sem problemas, vamos nos divertir”, explica.

Wolmin também é criador da marca carioca Grotesco, que assina produtos como: Revista Modinha, Shit Fest, Pessoas são escrotas, Verão escroto e do Movimento Arte Barata, que como já diz o nome, é barata por ser acessível a todos os tipos de pessoas.

 

Barata por ser parecida com o inseto, resistente, que se reproduz em alta velocidade e por existir na casa de todos. Seja o mais rico ou o mais miserável financeiramente, Obras de Arte vendidas a preços acessiveis para todas as pessoas de todas as classes sociais“, define.

Esse ano Dahgrota assinou algumas estampas da marca de roupas masculinas CABRON, criando a mini coleção Porta da Vida, onde você vai encontrar sutilmente a presença de um ponto de vista autêntico.

Se amarrou nas obras do cara e quer ter uma em casa?  Então relaxa, porque tá tudo a venda na página dele no Facebook e a preços módicos e nada $urreais.

 

Wolmin Dahgrota é carioca, criador e sem papas na língua. Diz que tem como referência artistas que não estão no Facebook, nem nas revistas e nem no Instagram. Ele não sabe sequer o nome deles, mas diz que eles estão aí. Basta mudar o ponto de vista.