Foto: Aloyana Lemos

Não sou preconceituoso, mas…

Apesar da chuva de mimimi e discursos homofóbicos  que rolaram quando você decidiu colocar o seu avatar do Facebook com as cores do arco íris apoiando a legalização do casamento Gay na Terra do Tio Sam, o Rio de Janeiro é considerado um dos destinos mais gay friendly do mundo.

Foto: Reuters/Joao Castellano
Parada do Orgulho LGBT 2015 – Copacabana, Rio de Janeiro – Foto: Reuters/Joao Castellano

Sim, há controvérsias amigxs. A população LGBT que vive no Rio sabe que no dia a dia da cidade maravilhosa não é bem assim que a banda toca.

Desde 1996, entrou em vigor por aqui a Lei Municipal (n° 2.475) que criminaliza a discriminação praticada contra qualquer cidadão homossexual, bissexual ou transgênero em estabelecimentos comerciais, industriais e repartições públicas. As punições pra tal delito vão de multas a cassação do alvará de funcionamento, mas sabemos que na prática a teoria é outra e ainda faz com que muita gente passe por situações constrangedoras e até mesmo violentas, seja por parte de outros frequentadores ou dos próprios funcionários. Como esquecer do caso de Indianara Alves Siqueira, Lucas Pinheiro e Bruno Mattos que foram brutalmente agredidos por funcionários do Bar Durangos em Botafogo, Zona Sul do Rio por estarem simplesmente proferindo palavras de ordem em relação aos direitos LGBT? E isso é um entre os milhares que acontecem todos os dias, muitos deles resultando em vítimas fatais.

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Não foi a toa que exatamente nesse fatídico dia, o Tem Local? entrou no ar. O projeto dos ativistas Antônio Kvalo, Marcos Lemos e Thiago Bassi surgiu na recém organizada Frente Beijo na Praça que promove atos em locais denunciados.

Não, não é mais um aplicativo de pegação não senhor! A plataforma colaborativa de denúncias de LGBTfobia serve como um mapa online em que o usuário pode denunciar qualquer agressão que aconteceu com o próprio ou relatar uma agressão de terceiros.

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O processo de cadastro é bem simples e intuitivo: o usuário entra no site e localiza no mapa o lugar em que ocorreu a LGBTfobia; seleciona o tipo de preconceito que presenciou ou sofreu (transfobia, lesbofobia, bifobia ou homofobia); e faz a denuncia, que logo aparecerá no mapa. É possível também cadastrar estabelecimentos gay friendly, em que as diversidades sexual e de gênero são respeitadas.

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Levantando também a bandeira do Colaborativismo, o Tem Local? abriu um financiamento coletivo pela plataforma Benfeitoria. A intenção é dar uma turbinada na versão alpha do site, arrecadar grana pra manter a sua existência, seu servidor e a segurança dos dados; criar um app gratuito para celular e criar o Canal Tem Local e uma agência de apoio a projetos LGBT’s.

Sua ajuda é fundamental pra que iniciativas como essa não desapareçam e façam a gente respirar um pouco mais aliviado. Aqui você é a peça fundamental que não tolera o ódio e que relata a intolerância.

Foto: Aloyana Lemos
Foto: Aloyana Lemos

Pra saber mais e dar essa ajudinha pra  galera: benfeitoria.com/temlocal

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Bruna Messina

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Não curte futebol, mas joga nas 11. Redatora, Roteirista, Analista de Mídias Sociais, Produtora e Phd em deboche e ironia.
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