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Marcio Oliveira e seu trompete “ENCABEÇANDO” seu primeiro disco solo

Sabe quando a expressão “juntar a fome com a vontade de comer” encontra a sua forma mais perfeita? Assim foi ao abrir o “feicebuqui-nosso-de-cada-dia” e me deparar com uma suculenta convocação dos amigos da SerHurbano para colaboradores em seu site. Vi ali a chance de matar a eterna fome de escrever sobre o que mais amo na vida: música. Dedos famintos resolveram cair de garfo e faca nessa, e, assim, sem pestanejar, me ofereci de bandeja.

Com o desafio aceito de ambos os lados, estreio neste espaço para degustarmos o que há de melhor no vasto cardápio da música universal, sem restrições a gêneros, ritmos e temperos, e desde já escancarando a casa para novos sons, novas propostas e, por que não?, novas receitas. Só assim, acredito, podemos provar a música como prato principal nos seus mais variados sabores. Bom apetite!

E por falar em acepipes musicais, a pauta de estreia não poderia ter surgido em um lugar melhor: um botequim. Meu amigo Danilo Pena – daqui da SerHurbano – me contava sobre um trompetista pernambucano que conheceu (adivinha?) no boteco Xixin de Baiana, na sua temporada em Olinda. O “cabra” estava na cidade para divulgar seu primeiro álbum solo, intitulado “Encabeçando”. Pensamos: por que não estrear falando sobre um disco de estreia de um artista solo chamado “Encabeçando” na coluna em que “encabecei” a vaga?! Rá!

Assim, voltemos nossos holofotes para o trompetista Márcio Oliveira, um dos mais requisitados instrumentistas da cena pernambucana, integrante de bandas como Dessinée, Abeokuta, N’Zambi e Orquestra do Sucesso (clique e “procuri sabe”!). Ele está no Rio para promover seu já referido primeiro trabalho solo, “Encabeçando”, que contou com as participações de nomes como a cantora Isaar (ex-Cumadre Florzinha), do rapper-embolador Zé Brown (criador do clássico Faces do Subúrbio), do percussionista Toca Ogan (da Nação Zumbi), do guitarrista André Sampaio (do Ponto de Equilíbrio), entre outros.

“Sempre tive vontade de gravar um disco, mas é só quando você começa a canalizar, as coisas acontecem”, conta Márcio, que reuniu elementos do afrobeat, do jazz, do samba, do frevo e dos ritmos regionais, tal qual parecem sempre atuar em conjunto a cada uma de suas 12 faixas. “É um disco dançante, de música afro-brasileira. É a minha cara, pois as bandas que toco fazem música dançante” , explica.

E dificilmente alguém vai ficar parado mesmo: “Encabeçando” é recheado de faixas que figurariam nas playlists dos melhores DJs do ramo, como a atmosfera regional-eletrônica de “Coco em Quixadá” e a pegada funk-soul de “Maranguape é assim” (esta com participação de Zé Brown). Já Toca Ogan e Isaar capricham na dose certa de afro-brasilidade com a envolvente “Odara” e seus tambores. O carnaval olindense está representado em “Encabeçando”, que o trompetista remonta os arranjos ferinos do frevo num clima de fanfarra, já que Márcio teve passagens pelas principais orquestras de Recife como a Pau de Corda, a Popular e a de Frevo.

Portanto, vale a pena clicar nos links abaixo e “dar um confere” no som do nosso “joinha” Marcio Oliveira por sua conta e risco. A ideia aqui é instigar… Já o próximo passo é seu! E se você quiser ouvir um pouco desse “cabra” ao trompete, ele dará uma canja no Forró de Rabeca nesta quinta-feira, dia 28, na Rua do Ouvidor.
Nos vemos lá! ´Té!

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Bruno Tuareg

Bruno Tuareg

Presente no circuito arstístico carioca e do Brasil, seja tocando ou prestigiando, Tuareg fala de música com a propriedade de quem sabe. Jornalista e músico de profissão e paixão.