Tag Archives: arte urbana

Mini Graffiti

Quando vim morar na Lapa, uma das primeiras coisas que chamou a minha atenção foi o Barbudinho, personagem grafitado por Fernando Sawaya, o Cazé, que aparece em diversas situações inusitadas pela região central do Rio. A partir de então, fui entendendo o traço dele e reconhecendo outros dos seus personagens por aí, todos com uma pegada bem humorada, uma dose de crítica e protesto, mas sempre de forma amável e gentil.

barbudinho
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painel gigante 2
Até o dia que o 8-bitch foi convidado para participar da Oficina de Grafite e Arte Urbana que ele promove no Morro da Casa Branca, na Tijuca, bairro onde os dois maiores paineis de grafite são assinados por Cazé (um de 8 metros de altura por 10 de largura e outro de 6 metros de altura e 4 de largura). Foi quando ficamos sabendo de uma exposição genial que ele estava organizando: o “Mini Graffiti”.

A ideia surgiu durante outra exposição com coletivos e artistas urbanos que também rolou na Cazota, uma produtora com um espaço super bacana e uma vontade grande de movimentar o seu entorno. “A obra criada pelo Efixis chamou muita atenção. Era um pequeno muro com mini tijolos que nos fez decidir pensar em algo maior que sustentasse essa ideia e pudesse trazer uma nova perspectiva de suporte.”

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Cazé então reuniu outros seis artistas, em uma curadoria com total liberdade criativa e ênfase na produção independente. Bella, Biofa, Birita, Gloye, Nobã e Pakato, além dos próprios Cazé e Efixis, usaram os murinhos de 25cm x 15cm como um recorte da cidade. “A proposta é que o espectador possa levar o grafite para casa e reflita sobre o que é o espaço público.”

O muro: tijolo, massa e tinta. Esse é o principal suporte do grafite e é isso que quem passar pela Mini Graffitti vai ver!

SERVIÇO
Data abertura: 17 de setembro (quinta – feira), das 17h às 22h
Período de exposição: 17 a 20 de setembro
Horário de visitação: sexta a domingo das 14h às 20h
Endereço: Av. Beira Mar 406, sala 405 – Centro – RJ
Telefone: 21 99972-1642 // 21 2524-8592
Entrada Gratuita/Classificação livre

Novecinco Euro Detour

O fotógrafo Hugo Inglez  é uma figura de visual fácil de lembrar. Na última vez que nos encontramos, ele estava prestes a viajar para a Europa e fui contagiada pela sua empolgação com o que estava por vir. Tanto que, no meio da correria da viagem, ele manteve dois diários de bordo: Diário 1 e Diário 2.

As histórias são contadas por suas lentes, que parecem trazer um pouco dos ares de lá pra cá, entre exposições e painéis da Novecinco, representada no velho continente pelos artistas Combone Wesley, Heitor Corrêa, Pedro Jardim e Rique Inglez, além do próprio Hugo. Me peguei viajando pelas fotos e pedi que ele contasse um pouco mais sobre o que estava rolando na trip. Trocamos algumas mensagens e em todas, dava pra sentir o quanto ele estava absorvendo daquela experiência, que segue… …Continue lendo>>>

Na Batalha do Passinho

Comigo! Tchutchá tchá tchum tchum tcha, tchum tchum tchá!

Dia 31 de maio de 2015 entra pra história. O Festival Internacional de Danças Urbanas Rio Hip Hop Kemp, vulgo H2K baixou com a quinta edição no Rio de Janeiro no suingue do passinho. O Teatro Municipal abriu pela primeira vez as portas para o funk e deixou ele entrar com tudo: muito estilo, emoção e calor. Ah, ele entrou de bermuda também! O H2K vem desempenhando um papel fundamental na vida dos meninos e meninas que sonham e acreditam ser possível viver da dança criada nas ruas. Com toda dificuldade e resistência, uma grande parte desses dançarinos urbanos tem desbravado e rompido com as barreiras do preconceito social, racial. Exemplo emblemático foi a Cia Na Batalha, formada há um ano, atualmente com 10 dançarinos de passinho, jovens de 16 a 22 anos que brilharam no último domingo no palco do Municipal. Sim, eles brilharam! Cada vez que eu esbarrava em um deles era contagiada com a felicidade, sorriso arreganhado e muita festa. …Continue lendo>>>

#SIGODEVOLTA – Carlos Bobi

Mergulhado (até a cabeça) em arte urbana há mais de 12 anos, Carlos Bobi é onipresente no que se diz sobre graffiti nacional. O diretor administrativo do ESPAÇO RABISCO, faz parte da antiga geração de artistas da cena carioca.

O cara é um grande articulador da cultura e  artivista social incansável, mandando ver na organização de eventos como o  MOF – Meeting of Favela, considerado o maior evento de graffiti coletivo do planeta.  Não tá ligado? É só dar uma olhada aqui.

Esse ano, o artista anda alçando vôos mais altos e  esse mês está de rolé pela Itália onde vai ficar um mês participando de eventos como Meeting of StylesElementi Sotterranei e Murarte. Entre as cidades que irá visitar, estão Milão, Udine e Bolzano, e Bobi será o único representante do graffiti brasileiro em alguns dos festivais.

Assim como diversos artistas, Bobi também encontrou o Instagram como forma de disseminação da cultura de rua e de seu trabalho e hoje, bota na roda 5 arrobas de uma galera que quem curte arte urbana não pode deixar de seguir: …Continue lendo>>>

De rolê pela 3º Bienal Graffiti Fine Art de São Paulo

Fomos a 3ª Bienal Graffiti Fine Art em São Paulo, um dos eventos mais importantes do calendário da street art no Brasil, que só nesta edição reuniu mais de 60 artistas de diferentes gerações, escolas e partes do mundo em uma oportunidade como poucas por aqui para esse tipo de encontro.

Quem nos recebeu por lá foi o fotógrafo Henrique Madeira, que dedica grande parte do seu trabalho a documentar o movimento do grafite e os bastidores de festivais. Madeira estava em Sampa para acompanhar todo o processo de pintura e ações externas com os artistas, em parceria com a Bienal GFA, que começou no dia 17 de abril e vai até 19 de maio, no Pavilhão de Culturas Brasileiras, do Parque do Ibirapuera. …Continue lendo>>>

Rede de proteção aos artistas de rua é criada para comemorar o Dia Nacional do Graffiti

A forma de expressão urbana que consiste basicamente na inscrição de desenhos ou nomes em paredes, hoje está ganhando pouco a pouco o seu merecido valor artístico, conquistando até mesmo exposições e galerias de arte. Ainda que valorizado,  o graffiti continua a ser, em essência, uma arte marginal. Infelizmente muitas vezes é um trabalho realizado ilegalmente, em lugares públicos e sem permissão. É uma arte que transgride e surpreende. …Continue lendo>>>