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Amor que sobe pelas paredes!

Antes que se comece aviso logo, gosto de histórias fofas de super-heróis. Sério. Veja bem, histórias em quadrinhos de super-heróis seguem a lógica parecida de um filme pornográfico. A trama de fundo pode ser apenas um “qualquer coisa” que leve para a ação desenfreada. O que não é o caso em “Homem-Aranha – Azul“, escrita por Jeph Loeb e desenhada por Tim Sale.

Jeph Loeb, o escritor, já despertou o amor e a ira dos fãs dos quadrinhos. Considero suas passagens nas séries “Os Supremos e na do “Hulk Vermelho bem inconstantes. Na época em que lançou esta, produziu se não me engano, uma antes e outra depois: Demolidor Amarelo e Hulk Cinza. Nestas tramas, as cores eram referências ao uniforme e a pele dos personagem. Em Homem-Aranha Azul, a cor entra como um lamento, um “blues“. As três mini-séries cumprem seu papel, assim como a belíssima Superman: “As Quatro Estações e Mulher-Gato: Cidade Eterna”, produzidas pela mesma dupla.

Sobre esta trama, acompanhamos Peter Parker, identidade secreta do Homem-Aranha (pera, isso você já sabia), relembrando Gwen Stacy, namorada do herói que permanece citada na mitologia do personagem mas foi morta (e assim permanece) pelo Duende Verde, numa história de 1973. E com estas lembranças, o autor nos remete a outros tempos dos quadrinhos e da própria sociedade, enquanto acompanhamos Peter abandonar a fase colegial, a casa da Tia, comprar a primeira foto e, o ponto da trama: chamar a atenção das moças, aqui representadas por Gwen Stacy, que fisgou primeiro, e Mary Jane Watson, que fisgou depois.

Gwen Stacy
Gwen Stacy
o-amor-que-sobe-pelas-paredes-serhurbano
Mary Jane entra em cena!
Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa!
Nem vem de garfo que hoje é dia de sopa!
Pô, Peter! Cadê o capacete?
Pô, Peter! Cadê o capacete?

Na trama, a ação está de pano de fundo para as paixões e paqueras do herói. E Jeph Loeb acerta em cheio ao escolher o perfeito ouvinte para Peter Parker contar suas recordações: um gravador movido a pilhas. E o traço de Tim Sale nesta série é arrebatador. Aqui assistimos às lutas clássicas do personagem por ângulos inusitados. Uma verdadeira homenagem do artista ao traço clássico das histórias de John Romita.

Ás vezes dá ruim!
Ás vezes dá ruim!

As moças estão mais bonitas do que nunca aqui. A Salvat lançou um encadernado de Homem-Aranha Azul, dentro da coleção de graphic-novels da Marvel. A edição traz um curioso extra sobre uma capa que Tim Sale pensou com a Tia May, mas acabou sendo “rejeitada” em prol de uma que houvesse uma das garotas da série. #xatiado , Tim resolveu fazer logo uma em que apareceu Gwen e Mary Jane. Não foi desta vez, Tia May!

Super Elas

Passado mais um Dia Internacional da Mulher, fica aquela sensação de que a data perde constantemente sua simbologia de luta pela substituição do (lucrativo) clichê bombom e flores. Nos quadrinhos, as personagens femininas também demoraram a serem protagonistas dos seus feitos e muitas num primeiro momento, foram criadas até para garantir os direitos sobre versões femininas de heróis masculinos que faziam sucesso, como é o caso da Mulher-Hulk e da Mulher-Aranha.

Mas destaco aqui algumas heroínas que deixam muito maluco de cueca pra fora no chinelo. Vale ressaltar, que no universo infantil dos quadrinhos há personagens icônicas como Mafalda, Mônica e a Lucy do Peanuts, mas por serem crianças não achei apropriada incluí-las. …Continue lendo>>>

A Idade acalma o homem. Ou não! – Uma resenha sobre O Velho Logan

Geralmente encontro umas duas vezes por ano aqueles velhos amigos do ginásio com quem gastava algum tempo no meio da aula comparando as tramas da Marvel com a da DC (e aos poucos com a da Image também). A maioria já não são leitores de quadrinhos mensais de super heróis e geralmente ganham uns fiapos a mais de cabelo branco quando solto nestas reuniões, as novidades do universo da turma de colant: – O Dr Octopus agora entrou na mente do Peter Parker e há mais de um ano é o Homem-Aranha! Ou,  – Os X-men do passado vieram pro presente e a Jean Grey deu uns pegas no Fera.
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Gigante, Verde e Incrível

Se como jogador da seleção o Hulk foi pouco incrível na recente Copa em nosso país, nos quadrinhos da Marvel o mesmo sustenta a alcunha desde a década de 60.

Stan Lee e Jack Kirby beberam de referências literárias como Frankstein e O médico e o Monstro para criarem em 1962 o Dr. Bruce Banner, um cientista que ao salvar um adolescente de um campo de teste de bombas militares (eita), acaba atingido por uma bomba gama e se transformando no gigante e imprevisível Hulk.
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